Grupos de Jovens
pastoral juvenil | Sexta-feira, 25 Janeiro , 2008, 19:36

 

 

1. ORAÇÃO INICIAL (CÂNTICO)

 

 

 VERBO DE DEUS

 

Queres saber de que cor

São os sonhos de Deus

Volta a olhar o mundo

 Pela primeira vez

    

 

Pois o Verbo de Deus

Acampou entre nós

   

 

Queres saber o lugar

Da morada de Deus

Volta a olhar o Homem

Pela primeira vez

   

Pois o Verbo de Deus

Acampou entre nós

   

 

Queres saber o segredo

Do coração de Deus

Volta a olhar o amor

Pela primeira vez

 

 

2. AMBIENTAÇÃO

 

 

3. TEXTO PARA REFLEXÃO

 

O PEIXE E O MAR (Nós e Deus)

 

 

Narrador: Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.

 

Alguém: Fala-nos do mar!

 

Peixe: Dizem que é muito grande o mar, respondeu o peixe. Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são só estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.

 

Alguém: Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?

 

Peixe: Creio que o sinto, às vezes, ao passar-me nas guelras. Umas vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.

 

 Alguém: Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?

 

Peixe: Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Perguntem-lhes a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo, para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar…

 

Alguém: Foi mau, quando desceste? Por que voltaste à superfície?

 

Peixe: Não foi mau. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ali eu estivesse inteiro.

 

Alguém: Por que não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?

 

Peixe: Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.

 

Alguém: Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?

 

Peixe: Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.

 

Alguém: Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?

 

Peixe: Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.

 

Alguém: E que dizem os outros, os que lá estiveram?

 

Peixe: Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe.

 

Alguém: E explicam como se vai?

 

Peixe: Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.

 

Narrador: Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.

 

 

In O PRINCIPE E A LAVADEIRA, Nuno Tovar de Lemos, s.j.

 

4. PARTILHA

 

 

5. COMPROMISSO MENSAL

 

 

6. AGENDA

 

 - Data do próximo encontro

 - Entrega do texto de reflexão do próximo mês

 - Outros assuntos

 

 

7. ORAÇÃO FINAL

 

 

Senhor Jesus,

escuta a oração que te dirigimos,

 neste encontro que agora termina.

Concede-nos um novo vigor,

agora que cada um de nós

retoma o seu caminho,

torne realidade nas nossas vidas

a tua vontade de nos fazeres felizes.

 

 

 


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